sábado, 31 de outubro de 2009

Ventrílouco.



Ele olha o reflexo no espelho, e não gosta do que vê. A cor desbotada, o corpo sem volume, um ventríloco de si mesmo. Jogado. Seus fios se entrelaçaram e ele não sabe como se mover, como agir. Sempre tropeçando a cada passo. Invejando vidas, que parecem ser tão belas longe da sua. Suas escolhas são sempre erradas, as piores possíveis. Em seu questionário, para cada A e B, sempre existiu um C. Sete vidas de um homem que passaram por ele, sete túmulos... um para cada amor que ele construiu. Apenas uma vez ele quebrou o seu maldito coração. Agora. Não importa o quanto ele mude, sua natureza sempre trará sua essência à tona, porque certas coisas são imutáveis. Então, seu coração é cheio de remendos, mas ninguém pode ver, ele não é tão notável assim. É apenas um boneco, velho e empoeirado. Mais um remendo não o deixaria mais feio... Seu único sonho é ter alguém que o pinte de uma cor diferente do cinza ou que costure uma abertura no seu peito esquerdo. Pobre boneco... Todos passam por ele, em sua face um sorriso falso, que de nada valeria se não fosse a alegria momentânea de qualquer pessoa. Já fora chutado e até mesmo mutilado... Talvez seja o mais infeliz dos brinquedos, mas seu sorriso continua lá. O que poderá fazer além de aceitar sua condição? Bonecos só se tornam humanos em contos de fadas... Ele nunca ganharia um certo coração... O daquela mulher, que sempre o acha no fundo do baú, em meio a tantos brinquedos mais interessantes, com luzes e até vozes. Ela sempre pega o boneco cinza e remendado, mexe em seus pés, suas mãos, e o põe contra a luz. Ela lhe dá uma voz e movimentos escandalosos... Um sorriso verdadeiro. Ele contempla tanto aquela moça que lhe dá uma pequena vida, sua cor morena e seus longos cabelos... Queria ser humano o bastante para beijá-la. Tão perto e ao mesmo tempo tão longe! Pobre boneco, ela nunca conseguirá o ver... Ele precisa tanto dela para ter um propósito e para se tornar real. Ela precisa dele, para fugir dos dias mais cruéis, para transpor sua realidade... Até que ele esteja velho e quebrado demais.

sábado, 3 de outubro de 2009

"Madallenna"




Todos os seus sonhos, parecem inalcançáveis a cada manhã. Esperando na encruzilhada, caindo por terra e assistindo o Sol pondo-se ao longe. Ele viu as sete maravilhas, velejou pelos sete mares, caminou e falou com anjos. Em seu quarto não há sombras na parede, a luz não pode entrar porque ele fechou as janelas... Mas, na parede há um retrato de uma mulher, cujo amor ele confiou em suas mãos. Uma vela acesa, queimando até o final do mesmo jeito que todas as suas vontades. Os dias de ontem tornaram-se amontoados de que seus sonhos são feitos.
É uma noite fria lá fora, e o brilho da lua ilumina o caminho por onde quer que ele vá. "O silêncio da noite é a melhor canção que se pode ouvir, quando estamos separados." Agora, um pouco longe de casa, mas nunca tão cansado deste lugar, sentindo falta do seu bom... Bom amor, e do seu doce abraço. É tudo que ele precisa. As criaturas da noite sabem bem, se ele fosse um rei, tesouros e riquezas não significariam nada se apenas ele tivesse o seu coração. De novo. Talvez fosse bom, bom demais para ela.
Em uma pedra, tão dura quanto seu coração e tão pesada quanto seus ombros cansados, ele decide repousar. A neve está congelando seu rosto, e ele não pode sentir mais suas mãos. Queria poder escrever um último verso de perdão, ainda que ela não acreditasse em suas palavras. Mas essas são suas últimas linhas, o momento em que os pesadelos vem à tona. A vida é apenas um longo e triste jogo. Ele jogou e perdeu. "Bebo o veneno mais sujo... Tão quanto você". Não sorria assim tão vagarosamente, porque ele está definhando, seu corpo caindo e o velho coração nunca mais pulsará da mesma forma. "Tantas coisas aconteceram, tantas pessoas passaram, mas você será a última coisa que verei." No fim da noite, ele transcenderá e todas as velas se apagarão.


"Adeus, amor."

segunda-feira, 7 de setembro de 2009

P a r a b é n s!




Mais um ano para que tem muito mais... Talvez não faça tanta diferença, já que ela parece ter todos em sua mente. Tão jovem e tão experiente, me surpreendo tanto com suas palavras... Conhecê-la cada dia mais me apaixona. Pela minha vida e por ela. Com palavras, ela me faz refletir, ver mais além. Com gestos, ela toca minha alma.
Ela é um desenho perfeito em meu papel, desses que só se consegue uma vez, não importa o quanto tente. E tentando, nós estamos delineando uma vida. A cada dia ela se torna mais mulher, uma essência rara em seu templo de beleza. Um presente do paraíso, do Senhor lá de cima.


Felicidades, Naan!


Em minha mente, em meu coração, todos os dias são seus... Eu te amo!

domingo, 9 de agosto de 2009

Além de todos os limites.





Ia caminhando por linhas de esquecimento e sem sentido, desde que você apareceu com sua luz, aqueles velhos fantasmas não podem mais tirar a minha paz. Esse seu calor que me cura o frio, esse teu amor que preenche o meu vazio... A tua lembrança que minha mente trás nas inquietações de fim de noite. Não sei se posso dar mais um passo, se não tiver ao menos o seu carinho, porque eu sei como é andar sozinho por aquela velha estrada. Um pouco quebrado, sempre fui... Dividido em cada parte dessa vida. Por trás dos panos, procurando por uma rima. Você faz sentir-me tão grande quanto um oceano, eu faço com que você se aqueça e queira continuar. Você me desarmou, agora meus braços estão livres e bem abertos... Todos nós sabemos os milagres que o amor é capaz de fazer. Em qualquer lugar. Tudo aconteceu rápido, mas tão sólido... Tantas vezes já me perguntaram se isso é saudável, mas eles sabem o modo que vivo por você. Não preciso refletir muito sobre isso, do meu sorriso vem a resposta. Como eu posso te dizer... menina, mulher, minha doce criança, eu estou contra a parede, pois você já é a parte mais necessária dos meus dias. Te amo tanto que às vezes dói, e eu não quero, tampouco posso parar! Pois com você, eu encontrei a chave para abrir qualquer porta. E quanto mais eu te conheço, mais quero tanto do seu amor... Há peças que se encaixam perfeitamente em nossas vidas, será que fomos feitos para ser?
Sei que quando você está comigo, aonde quer que você esteja, sinto que ficamos para além de todos os limites.
Naany.

domingo, 19 de julho de 2009

Esperando por você.


Não era um sonho. Era mais real do que eu pensava, mais do que estava à mostra. Estava tão nervoso que não consegui pensar em mais nada, meu corpo já não obedecia aos meus comandos, nem a minha voz. "Controle-se" e tudo o que eu quis foi correr até lá. Não poderia parar nenhum sentimento, mesmo já me sentindo assim antes, ela me fez perder o controle... Cada vez mais perto e perto, até que finalmente chegasse a hora em que meus olhos não acreditariam no que estavam vendo! Lá estava ela. Vestida de toda doçura, uma mulher! Olhar sereno... O seu sorriso sufocava toda minha saudade e ansiedade de alguém que nunca me soou familiar.
Até então, toda solidão estava em minha pele, até nossos corpos se tocarem. De repente alí, compondo aquele precioso momento, nós fechamos um grande abismo entre duas almas. Caminhando, ela deixou em cada lugar da cidade sua graça, que mais tarde me tomaria de saudade. Tudo o que eu pude ver em seus olhos, ouvir de sua voz há dias tão longe e agora tão próxima a mim... Nós fomos pegos pelo momento. O Sol já havia caído, levando cada hora do dia. Naquela noite cinza e fria de inverno, ela transformou quatro paredes num paraíso. Seu corpo terno de calor, de um perfume tão incomum, me fez seu pequeno refúgio. Desenhando cada parte sua, fazendo-me sentir salvo, me beijando e me explorando como nenhuma havia feito... Transformando-me. Aqui estou, seu desbravador.
Naquele estado de espírito, nosso silêncio poderia ser um crime, as palavras não ditas... Dificilmente encontradas por nós, mas em uma sintonia aparentemente perfeita. Seus olhos me contavam muito, e quando encontramos uma pequena versão de nós, um no outro, já era o "suficiente" por aquela noite. O tempo, tão relativo, não me deixou escolha... A não ser um beijo de boa noite e a promessa que no outro dia, quando os primeiros raios de sol a iluminassem, eu estaria lá, junto à ela... Tentando esticar ao máximo cada "último" momento.
à dona dos meus pensamentos, Nany.

domingo, 5 de julho de 2009

Tão perto, tão longe.



Eu posso ouvir tanta coisa em seus suspiros... Em seus olhos, o recomeço de todo meu mundo. Em sua boca, palavras guardadas que ambos deveríamos dizer. O sol está caindo lá longe, quase tocando as montanhas bancas. As estrelas já estão no céu, mas nós poderíamos viver para sempre esta noite, porque é tão bom estar com você... Então não fale mais nada, apenas encoste sua cabeça em meu ombro. Sinta como você muda a minha respiração, enquanto minhas mãos contornam cada traço do teu corpo. Eu estava cansado de esperar, meus horizontes pareciam tão distantes... Sem um lugar para repousar, como um pássaro sem um ninho, planando muito abaixo das nuvens. Agora, tudo o que eu estive procurando, está bem aqui me abraçando tão forte, como se fosse a primeira ou a última vez. Ao menos hoje, todo lugar não me parece estranho, a lua tem um brilho mais intenso, pois você está por perto. A mensagem no teu sorriso revela o maior tesouro que um homem pode dar a uma mulher, uma alegria que parece durar para sempre. Eu me segurei tanto tempo, com medo de deixar fluir... E agora eu te quero demais, algo que você fez tomou conta de mim. Mas já sinto tua ausência, acumulada de vários dias... Horas, minutos, segundos! Conspirações de tempo e lugar tentam afastar o toque de nossas mãos. Porque nós sabemos o quão difícil é a despedida, e quando você me abraça desse jeito, você não está ajudando. Então, eu sei que quando você virar por aquela esquina, e meus olhos não puderem te enxergar mais, a saudade transbordará em todo meu corpo, como sentimento mais urgente que há. Mas até que nos reunamos, eu ainda viverei por essa noite... Esperando pela hora que duas almas se reencontrarão.
kanssa inspiraatio, Jéssica Soares

domingo, 21 de junho de 2009

Carta para dor.



São tempos difíceis, minha bela... Precisei partir. Escrevo de um lugar onde nem meus pesadelos se ousariam a visitar. No momento, estou cruzando os céus e talvez esta seja a única vez em que me aproxime de Deus. Não sei se vou voltar pra casa, nem sei se sufocarei teu saudoso choro em meus abraços... Tudo isso é tão incerto quanto o que me espera logo abaixo. Caso esta carta chegue às suas mãos, infelizmente eu não estarei aqui. Quero repetir à você, meu amor, que só escolhi esta vida pensando em você e no nosso filho que você esperava... Lembra quando você me disse que tudo ficaria bem? Que não importasse o que acontecesse, você estaria comigo? E ainda éramos muito jovens... Pois agora, é a minha vez de te dizer tudo isso e um pouco mais. Você me fez forte, me deu força e armas mais poderosas do que as que carrego. Amor, afeto, carinho e os melhores anos da minha vida, eu levarei para sempre. Não luto por essa pátria, nem por nossos aliados, mas luto por você e pelo pequeno Miikka. A guerra causa-nos muita dor, a mão de nenhum ser humano foi feita para tirar a vida de outro, mas darei tudo de mim para que você viva mais e melhor, e que o Miikka possa brincar, estudar e crescer livre.
Nesse exato momento, eu vejo aquele lugar onde pedi a tua mão, ele agora está vermelho, em chamas... Há cinza por todos os lados, mas posso lembrar muito bem da cor dos teus olhos, teu corpo muito bem desenhado no sobretudo roxo. No teu ventre, o pequeno Miikka ainda repousava. Às vezes acho que isso é um pesadelo, e que logo vou acordar e te abraçar, mas há muito pouco tempo para sonhar... Meus companheiros tentam ascender nossas esperanças, mas vejo a tristeza ecoar na cabine do avião, pois eles estão cantando músicas de muito longe. O Major Tuomas aqui do meu lado, nos manda felicitações pelo Mik, você irá conhecê-lo quando voltarmos! Assim espero. Agora que o sol desceu, e a lua está brilhante e bem lá no alto, deixe-me lhe desejar um Adeus, porque está escrito nas estrelas que todo homem deve morrer, não importa como ou por que. Sol e Lua são testemunhas que somos tolos por guerrear contra nossos irmãos...


Cuida-te muito bem, meu amor, em qualquer lugar que eu estiver... Até mesmo aí de volta ao teu lado, estarei olhando e caminhando com você. Dê tudo de si ao pequeno Miikka, como dei tudo de mim a vocês dois.


Do teu sempre fiel homem, Johannes Liimatainen.



2º Sgt. Johannes.




15 minutos depois de escrever a carta, o avião em que se encontravam o Sgt. Johannes e sua tropa, foi abatido pelos russos. A carta foi encontrada quase que intacta junto ao seu corpo.

domingo, 7 de junho de 2009

Investida invertida.




Sua linda face que o seduziu, através dos dias sempre uma esperança renovada. Quais ilusões ela poderia ter? Ele é como um reflexo único que se divide em dois. Confuso. Ele a deslocou de várias formas, achou mais de 7 maneiras de envolvê-la em seu alcance. A cada momento ele lhe dá uma coroa e lhe mata. É um estranho e longo caminho de altos e baixos que ela percorre, e que parece não ter destino algum. Ele não mostrará “fraqueza” alguma, seus sentimentos estão bem guardados por dentro. Amor, paixão... Tudo isso lhe soa familiar, mas sua emoção não escapa. É tudo muito racional, repleto de correntes presas à sua própria realidade, onde ele constrói uma longa barreira no mesmo caminho onde ela passa todos os dias. Enquanto ela olha e se admira com aquela esperança que está começando a desaparecer, tentando quebrar todas as armadilhas e desolações que tanto odeia. Ele faz o seu corpo tremer, aperta-o sem ao menos lhe tocar todas as noites, quando ela é pega pelos seus pensamentos. Sim, ele está lá. E todos os dias quando ela se levanta, antes da lua cair, antes mesmo de o sol nascer, ela agradece por ser dele a lembrança restada da última noite, e que a seguirá pelo dia. Apesar de tudo, aos seus olhos, ele é como um anjo. Ele é especial. Enquanto ela tenta enfrentar a dor, desejando ter o controle, esperando que ele a perceba... “Não ligo se isso machuca” ela diz, mas ao mesmo tempo se pergunta que diabos ainda está fazendo. Ele tem a mente serena, leve como uma pena... Ela perde a sua cada vez que os tempos passam. Às vezes ela sente que seu coração transbordará, mas ao menos sobre o seu, ela tem controle. O dele, ela não tem a mínima idéia de como ganhar, pois ele não é o tipo de homem que se ouve falar. Ele lhe dá todos os sinais, ele lhe conta tudo... Então dá as costas e continua seguindo. Ela... Uma verdadeira santa que não é. Ele, nunca a notou como ela realmente deseja, porque desde aquele pequeno começo, ela sempre esteve lá, de pé ao seu lado.
Espero que possam entender o post...

domingo, 24 de maio de 2009

Helsinki... Suomea lempi.


Foi um dia gelado, como de costume, nas ruas de Helsinki. Tony, homem de estatura média, cabelos longos e negros, estava na cidade por acaso. Viajando e explorando as diversas faces do seu país. Ele não gostava muito das grandes paredes de concreto por todo lado, preferia o contato com a natureza, sentir o vento rabiscar o corpo, a sinfonia dos pássaros. Isso tudo lhe inspirava. Fim de tarde em Helsinki, o tempo convidava-o para uma boa xícara de chocolate quente, ou qualquer bebida local que aquecesse o corpo. A neve, finíssima, cessava aos poucos e o trânsito estava calmo. Tony atravessou a rua em passos largos e calmos, esfregava as mãos cobertas com luvas pretas, o vapor de sua expiração dissipava-se no ar. Do outro lado da rua, havia um belo restaurante local, e Tony não pensou duas vezes ao entrar no recinto.
Lá dentro, os cheiros de café expresso, pulla e salmiakki recém saídos do forno, se confundiam. Tony sentou-se à mesa mais próxima da janela, onde poderia ver a cidade dormir aos poucos. Foi quando avistou um rosto familiar.
- Posso anotar seu pedido, Senhor?- Disse a garçonete de vestido justo, não muito longo e preto, avental de um branco impecável e uma espécie de boina que escondia os seus longos cabelos loiros. Ela não o reconheceu, mas os olhos de Tony não costumavam enganá-lo.
- Sim... Apenas um expresso, com creme. – Ele manteve a calma, poderia não ser ela. Porém, não restou nenhuma dúvida quando ele leu o crachá do uniforme dela. Aliisa! Um acaso? Brincadeira do destino? Bem, o fato é que Tony nunca a esqueceu. Ambos foram os seus primeiros amores.
Aliisa retirou-se para trazer o pedido de Tony, enquanto isso Tony viajou no seu passado, sonhou acordado por poucos minutos. Tempo suficiente para ser despertado por Aliisa.
- Senhor? Senhor... O seu pedido.
- Desculpe Aliisa!
A convicção na voz de Tony fez Alissa pensar por um instante que eles se conheciam de vários tempos. Olharam-se estranho, porém com firmeza. Os olhos azuis de Aliisa pareciam não deixar os olhos negros de Tony escaparem.
- Há algo mais que o senhor queir...
- Sim, você! – Levantou e segurou a mão da bela moça. Já notaram como a voz do coração fala mais alto que tudo, às vezes? Bem, a do Tony calou até as vozes de outros clientes. Foi alto, preciso e forte. Do jeito que ele nunca foi antes. Todos observavam a cena.
- Senhor, eu não estou entendendo... – Aliisa, naturalmente, estava muito confusa.
- Liise, sou eu... – Só uma pessoa no mundo a chamava assim, e não eram seus pais.
- Tony! – Os dois pronunciaram juntos.
- Deus, você está tão... Tão diferente! – Tony percebeu o que ela quis dizer, mas logo esqueceu e tratou de ser rápido, não porque queria, mas pela necessidade.
- Liise... Eu não sei como ou porque vim parar justo aqui... Bem, passaram-se dois anos desde que você se foi, e... Aliisa! Desde que você se foi, posso fazer tudo que quiser, ver quem eu escolher, ir para onde der na teia, posso jantar em um restaurante sofisticado... Porém nada, eu disse nada pode me tirar essa sua falta. Apenas você. Tem sido tão solitário quanto um pássaro sem canção sem você aqui comigo... Bem, o que eu quero dizer... É que eu amo você!
O peso de dois anos caiu das suas costas, e ele sorriu.
- Tony...- Só foi o que deu tempo de Aliisa dizer antes que Tony a beijasse com todo amor e saudade de dois anos atrás. A neve começou a cair novamente, e foi a cena mais bela que todos puderam presenciar naquele lugar.

domingo, 10 de maio de 2009

Hipnótica cor.

Menina dos cabelos vermelhos, graça natural se renovando a cada dia. A doçura em seus olhos, a mensagem no seu sorriso não me deixa outro caminho, me tira todos. Alívio constante enquanto à noite me lembra um novo dia. Ela tem uma perfeita forma, mas tão impossível é desenhá-la... Procuro nas estrelas, na lua cheia, no branco intenso da neve, seu esplendor. Sinto tua ausência me queimar, e o fogo me lembra a dança dos teus cabelos ao vento. Eu não posso vê-la querida, mas eu posso senti-la, seja me tirando forças quando a noite cai, ou quando uma parte da tua luz ilumina o meu lado obscuro. Eu queria tanto estar ao seu lado, queria que você estivesse aqui também... Porque pensar, sentir, não basta quando nada, nada se compara a você. Nem o aroma das mais belas gotas de orvalho da manhã. Nada!
Às vezes vejo sua face, tão elegante, porém cansada... Até você deixar escapar a sua beleza, dosando-a a cada palavra. Lindos fios vermelhos, sorriso delicado e selvagem, ela buscou em si a combinação perfeita. A lembrança mais viva que tenho. Todos os dias eu a busco do fundo da memória, porque eu penso onde ela está, o que está fazendo, e penso como tudo seria tão mais cheio de vida e de cor se eu pudesse abraçá-la todos os dias. Eu não a soltaria. Esta é a maneira que eu saberia se fosse com você...






À minha linda amiga Débbi "Redhead"

;*

domingo, 3 de maio de 2009

Danna.


Há um porto em uma antiga cidade ao sul Europeu, onde vários navios de vários lugares aportam todos os dias. Próximo ao porto há um pequeno bar, ponto de encontro para vários marinheiros e mercadores. Nesse lugar, trabalha uma bela moça de olhos azuis como as águas da baía, e cabelos curtos e loiros como se em cada fio houvesse um pedacinho do sol.
Danna nasceu naquela pequena cidade, quando menina, costumava brincar nas pedras e catar mariscos, como toda criança. Porém, com a morte de seus pais, cresceu muito cedo. Ela pensou em abandonar seus estudos, mas se formou a tempo. Em sua mente, alimentava o sonho de ser médica, queria salvar vidas, mas com a ingrata ajuda do tempo e da necessidade, seu sonho viera a morrer pouco a pouco. Danna não é uma garota qualquer, ela é especial. Reservada ao seu trabalho e a si mesma na maior parte do tempo. Há quem diga que ela caminha sempre triste, mas em todos os outros jeitos ela sempre foi legal. Na verdade todos erram ao pensar qualquer coisa sobre Danna, pois seus olhos nunca dizem o que é real. A única coisa que eles podem confirmar, é que Danna é a garota mais linda de todo lugar.
Todos os dias ela vai trabalhar, sempre às 8 horas, pelo mesmo caminho antigo de pedras cinzas e gastas, pelo caminho ela colhe flores, conversa com pássaros seguindo os raios de sol até seu destino.Ela nunca reclamou do seu trabalho, mesmo que pareça injusto servir wisky para os homens do mar quase todo tempo.“Hey, Danna, traga mais uma rodada” eles dizem, “Que bela esposa você seria!”. Danna responde com um simples sorriso no canto de sua boca. Eles poderiam conhecê-la bem, mas não sabiam de sua história nunca contada.
Há 3 anos, Danna conheceu seu primeiro e talvez único amor. Tarde demais? Não. Seu nome era Charlie, marinheiro da US Navy. O único homem capaz de mexer com todo o seu ser. Ela lembra-se muito bem da noite em que o homem alto de cabelos negros convidou-a para sentar-se à mesa. Já era fim do expediente. Naquela noite, Charlie conseguiu fazer o que nenhum outro homem havia feito, desarmou-a completamente. Enfim, viveram o romance durante meses, até Charlie ser chamado de volta aos Estados Unidos. Sim, se pudesse ele a levaria... No entanto, prometeu voltar e buscá-la. 3 anos se passaram, e Danna ainda alimenta sua esperança usando um brilhante pingente da Espanha, de Charlie. "Eu volto para buscar os dois!" disse ele.
Hoje Danna ama um homem que não está por perto, não sabe se o mar guiará o seu filho de volta a esse lugar. E à ela só resta viver... Viver esperando todos os dias naquele mesmo lugar. Onde ela viu o homem de sua vida um dia aportar.

quinta-feira, 23 de abril de 2009

Quem brinca com o gelo... Se queima também.





Olhe aquele rapaz, sentado à beira da janela, vendo as nuvens passarem... Vendo noite se transformar em dia. Esperando que o amanhã chegue mais cedo dessa vez. Poderia levantar-se daquele lugar, mas não! Mexer-se para quê? Porquê? Seria melhor deixar as coisas como estão, e foi isso o que ele fez, apenas deixou a janela aberta, e viu a noite passar. Contou uma, duas, várias estrelas aquela noite, mesmo sem o brilho da lua. Que pena, ela tinha que estar ausente naquela noite... Mas não importava (muito), aquele rapaz nunca está só, o vento gelado logo soprou em seu rosto. Ele sorriu. Sim, parecia o toque das mãos daquela bela moça. Instantaneamente ele elevou suas mãos ao lugar onde o vento lhe alisara. Entre a âncora de pensamentos, duas coisas havia notado: A primeira delas é que fazia tanto tempo desde a última vez... Porquê justo naquela noite sem luar, ela havia “voltado”? A segunda e talvez mais importante... “Eu não sou o que costumava ser” – Disse para si mesmo, olhando bem no fundo de sua alma. Desejou sentir-se tão leve quanto uma pipa e sair! Sair, voar pelo crepúsculo de sua vida, e encontrar-se a si mesmo. Não queria ser nada além de um belo cisne negro de asas largas. Pelo menos naquela noite. Mas os Cisnes são livres, voam aqui e ali, sempre buscando algo, migrando, desbravando, gritando como se fossem os donos do céu, ecoando liberdade! Não dá. Se tivesse asas, com certeza aquele rapaz tímido na janela iria voar bem longe, buscar a bela moça de olhos escuros, aí sim se perderia! Poderiam até arrancar suas asas se quisessem! Nada mais importaria.
- Maldito seja! A mesma mão que lhe toca, é a mesma que lhe desperta! Soou como um tapa. Praguejou seu amigo. Por favor, traga de volta às lembranças daquele rapaz! “Porque fizeste isso comigo? Como pôde ser tão traiçoeiro?” Esperou por resposta de uma pergunta que a ninguém foi dirigida. A única coisa que ouviu foi uma brisa mais forte correr entre as folhas, dessa vez mais gelada e mais veloz. Pareceu tomar forma... De música! Aquilo acalmou o rapaz de um jeito estranho e diferente... Lembrou-se da vez em que lhe perguntaram o motivo de adorar tanto o frio, o gelo e a neve... A resposta veio naquela noite: Algo aparentemente gelado te faz queimar mais rápido do que pensa. É o “tapa” que precisava para acordar, quem sabe...

domingo, 19 de abril de 2009

O preço.




Caminho na multidão, sempre acompanhado, porém sozinho. Não sou visto, não peço para ser. É tão fácil se manter em casa, escondido de todos, cicatrizando-se... Eu ensinei a mim mesmo como se manter calmo, quando tudo parecer vir de encontro a mim, quando não restar mais nada, sim! Eu estarei lá. Eu estou lá. Mas há uma necessidade que posso reconhecer muito bem, a solidão que me abraça, é a mesma que vai me empurrando para longe. Tenho medo de ser pego novamente, o amor pode me dar uma mão e ao mesmo tempo soltar-me a outra, porque deveria eu chamar por ele? Possuo dois inimigos que no final de tudo podem ter a mesma face. Temo estar me perdendo, meu céu não é tão azul, minha grama não é tão verde. Tudo é branco e preto, é neve e noite, é frio e escuro. Dói como o inferno. Fecho os olhos à noite, mas sinto que há algo me tirando forças, cair por terra agora seria a minha rendição final. Por Deus! uma parte de mim ainda está gritando por você, mas não são essas palavras que eu devo dizer, não são elas que eu deveria colocar em sua boca. As estações mudaram, você foi o verão para o meu coração e agora ele se mantém congelado e não se partirá em dois. É vazio, oco, frágil, ainda que não pareça. Eu não pude perceber o que me atingiu naquela noite, não olhei fundo naqueles olhos, não ouvi aquela voz... Hoje. É o preço que se paga, é o troco que se recebe. Rezei para a luz iluminá-la ao invés de mim, aquelas afáveis sombras me tomaram, mas me fizeram renascer, crescer. Eu, a criatura escravizada pelos próprios sonhos, você, a inimiga sem face dos meus olhos, por tudo que vejo em ti, e por tudo que não vejo. Tua doçura me cega, teu silêncio engana, tua aparência trai. Teu sorriso me encanta. A distância entre nossos corpos, me deixa insano. Por mais forte que sejamos, todos nós temos uma marca sensível.

Anteeksi.

domingo, 12 de abril de 2009

Dedicado...



Mas quanta falta faz esse teu carinho... Quanta ansiedade pode ser sufocada quando tua ausência grita no silêncio de canto por onde passo. Tão distante, tão só... O ar é mais gelado e as noites são mais longas sem ti. Abaixo das estrelas, mergulhado em uma poesia noturna, descansando debaixo da nossa àrvore. Você sempre gostou desse lugar. Aqui tu me deste teu coração e roubaste o meu.
A saudade em meu peito, ela pesa tanto que já não a suporto mais, pois metade de mim anda por aí, onde perto e longe tornam-se sinônimos quando não tenho você em meus braços. Minha doce criança, só aceitei me perder uma vez na vida, e foi nos seus olhos! Me achei em teu sintiloso sorriso... Por fim, caí na tentação da tua boca. E dela, até que eu possa ouvir sua voz, eu vou me perder em minha mente. Onde você estará sempre vestida na mais branca prata sorrindo para mim. Não há uma única noite que eu não espere por você, sigo as estrelas e os raios da lua dançando com a maré, uma visão divina de um mundo incompleto. Meu mundo. Sei que pode sentir quando tua falta me queima... E eu que nunca pensei que houvesse algo mais caloroso que seus abraços. Uma doce ironia, um amargo momento. Você deu vividade para um novo eu, criou um nós! Desvendou qualquer emoção oculta em mim. Talvez hoje, precise mais que uma luz brilhante no céu, talvez hoje precise segurar em suas mãos e aquecendo-as, dizer que te amo. Enquanto eu espero a hora, meus sonhos se tornarão realidade, um pouco fora de alcance... Mas nunca fora da mente.





Jéssica Soares, Inspiraatio.

segunda-feira, 6 de abril de 2009

Senhora dor, me faça forte...



Nenhuma palavra no mundo vai conseguir traduzir a minha tristeza, o meu luto, por você que foi mais que um simples cão, para mim... Você me viu crescer, me viu mudar de gostos, gostou e odiou comigo, me defendeu, me atacou, enfim. Não estive aqui pra te dar meu último adeus, nem estive do seu lado nas últimas horas. Mas, entre mordidas, lambidas e carinhos na orelha, obrigado pelos melhores 11 anos ao seu lado.

Você é eterno, te amarei pra sempre meu fiel e bom amigo... Tippy. ='\

sábado, 28 de março de 2009

Alcatéia de um lobo "só"


Luz da lua escapa entre as núvens desenhando a mais perfeita noite por todas aquelas montanhas tingidas de branco. Serenos pinheiros ocultam perfeitamente pequenos seres noturnos. Noite a dentro caminha uma criatura de pêlos tão alvos quanto a neve, seus olhos mal piscam, parecem sempre banhados de velhas histórias. Tempos que talvez não viverá mais. Oh, sim! Maldito tempo o tornara com uma aparência não muito convidativa. Nesses tempos, aprendeu a caminhar devagar, passo à passo, olhando para trás, sempre observando cada pegada desaparecer.
Era indecifrável, uma criatura a primeira vista inconsciente, que aprendeu a controlar todo seu instinto natural, selvagem. Diferente de alguns, parecido com todos. Talvez por isso fora espulso de seu lar, e agora já não era mais um Canis Lupus... Era alcatéia de um lobo só. Gostava muito das sombras, e nunca se perguntou para onde ir, apenas seguia! Ao menos isso a natureza lhe foi justa. Criatura moribunda, amiga da lua, talvez ninguém saiba o quanto ela se sente mal. Abrindo uma pequena sicatriz, feixando outras... Parece ser incurável! A senhora dor não a perdoa, não perdoa ninguém. Mais um uivo! À beira de um lago suas patas não mais congelam, num misto de preto e branco as estrelas caem no espelho d'àgua refletindo um ser frio, grosseiramente mudado... Marcado! Algumas cicatrizes, outras feridas sangram um pouco. Mas de cada uma delas ele lembra-se bem, e o fazem recordar perfeitamente o porquê se tornara o que é, especialmente a maior delas, a que ele deu os melhores momentos de sua vida, que nem a brisa gelada da mais fria noite de inverno morto poderá traze-la de volta num sono profundo.
Então, sobre suas patas ele se vira. Agora esse é o seu mundo e só há uma coisa mais importante do que ele mesmo, uma luz brilhante no céu todas as noites. A maior delas. Sua melhor amiga.

domingo, 8 de março de 2009

Conto: "Diga-me Porque"


Era fim de tarde nas planícies lacustres finlandesas, a neve caía em pequenos flocos tão leves quanto uma pena. O céu tinha um tom roxo-avermelhado e o vento carregava o uivar de uma alcatéia de lobos que passava a leste não muito longe dalí. Naquela região entre as florestas de coníferas, Marko chegava em seu lar. Era uma casa grande, bela, ótima vista para os lagos rasos, uma sala enorme onde havia uma lareira, um piano e um ar muito aconchegante e luxuoso. Logo acima ficava vários quartos, mas só um deles em uso pelo próprio Marko, um homem que apesar de todo conforto e bens materiais mais do que necessários, não era tão feliz, não se sentia completo, sua vida se resumia a andar pelos ares gelados com um trenó e seus cães de neve, seus melhores amigos desde o verão de 1996. Era tudo que Marko precisava. Talvez.
Logo após abrigar seus fiéis companheiros, destrancou a porta de casa, entrou e não se preocupou em certificar que estava tudo no seu devido lugar, como havia deixado 1 semana atrás.
Olhou o piano e foi em direção a ele, ajeitou-se e tocou a primeira nota, a segunda e assim uma linda melodia tão familiar que em pouco tempo não ouvia nenhum som, só lembranças quase vivas. Seus dedos dançavam sobre as teclas mas sua mente e seu coração estavam em outro lugar muito além dalí. Marko decidiu parar, levantou-se e caminhou até a lareira que com um simples apertar no controle, acendeu. Pensou como seria sua vida se ele tivesse total controle sobre tudo, se tudo girasse ao seu comando. Sem graça, talvez.
Foi até o bar, uma boa dose de vodka na mão direita e uma caixa rústica abraçada ao corpo. Marko acomodou-se em frente a lareira, em seu lugar favorito da casa. Abriu a caixa. Passado e presente agora confusos, desejos traídos.
Ela era linda! Lembrou dos passeios, das estrelas cadentes daquelas noites quentes do Brasil.
-''Quentes até demais''.- Risos.
A mulher dos belos cabelos vermelhos, ele pôde ver olhando no fogo da lareira como os cabelos dela eram beijados pela brisa nas praias de Angra dos Reis. Ótimas lembranças, belos tempos.
Não tão belas quando no dia seguinte o anjo da sua vida soltou suas mãos. Não, ele não sabia o porquê.
-"Temos que repensar isso" - Ela disse. Sem mais. Só 3 horas depois, quando Marko caminhava pelas dunas, ele entendeu o recado. Sem reação deixou-a lá, com aquele estranho de cabelos longos. Sentiu raiva. Chorou como uma criança e se recompôs como um homem. Estava decidido a manter seu coração congelado, para evitar que ele se partisse em dois novamente. Sumiu dalí.
Voltando do fundo da sua poesia de demônios, fechou sua caixa e olhou pros lados como quem levanta do mais profundo sono. A dose de vodka no fim, o dia no seu começo.Ele tinha que seguir.
Levantou e fez tudo o que tinha que fazer, uma ducha e uma bela refeição, arrumou algumas coisas e voltou à sala, fotos e cartas no chão. Juntou tudo e logo após assistiu o fogo engolir cada pedaço daquilo, mas no fundo sabia que as velhas mentiras não morreriam. Desligou a lareira, trancou a casa, e com um assovio, convidou seus fiéis amigos para uma volta sem rumo. Voltaria mais tarde. Talvez.


domingo, 22 de fevereiro de 2009

Temporários


Escrevo na falha tentativa de preencher o vazio
Escrevo para ver a outra face da realidade...
dos meus sonhos, das minhas vontades.
Escrevo pelos fins que deixei para trás
Escrevo por não me odiar
Escrevo, porém, por me faltar um amor próprio
Escrevo por sentir minha alma deslocada
Escrevo por sentir sempre e sempre, a perda de algo
a perda de momentos... A minha própria perdição!
Escrevo por não ter as chances quando elas deveriam estar lá.

Escrevo por esperar...

Esperar palavras que gostaria de ouvir
Esperar sorrisos, lágrimas, lágrimas e sorrisos
Esperar que outra história que não me pertence, esteja aqui escrita
Esperar que outros dias aconteçam
Esperar porque não há qualquer saída.

Escrevo por amor...

Amor à escrita
Amor às palavras ainda que malditas
Amor às manchas de tinta preta
Amor a esse espelho que crio
Amor ao meu refúgio, a minha replica, a minha terra!

Escrevo por esperar o amor...
Ou terei eu que buscá-lo?

sábado, 7 de fevereiro de 2009

Sham-and-a-lie



Nos bons velhos tempos, lembre-se minha amiga
Às vezes a lua estava tão brilhante e tão perto de nós...
Nós ainda éramos cegos e surdos, que alegria
Agora pintando o nosso próprio mundo para nossos próprios olhos
Podemos algum dia ter o que já tivemos?
Amizade inquebrável
Amor não significa nada para mim
Sem piscar um olho
Eu apagaria, se necessário,
Todos aqueles momentos com você
Se eu tivesse você ao meu lado



Você pode me perdoar?
O amor prevaleceu sobre mim,
Naquele dia lá atrás nos velhos tempos"
Ahh, como eu te odeio Tony Kakko, por saber tanto de mim!

domingo, 25 de janeiro de 2009

Rima aqui, rima alí... Rima com Djubilee! *-*






Ela é muito mais que minha melhor amiga, é muito mais que minha irmã... Ela é como um raio de sol numa manhã fria de inverno, trazendo alívio imediato. Ela corta qualquer dor que me corta, e me conforta em qualquer hora. Com ela eu esqueço de tudo, porque ela inventa as horas, os risos, as alegrias, as piadas, os sarcasmos.
Ela, só ela me chama de "Bahia", e me faz todo dia, querer mais e mais de cada parte da sua amizade. Ela não sai sem falar comigo, e como todo bom amigo, ela está sempre lá! Seja no msn, nos fotologs ou no celular ;D
Ela é uma das mais incríveis que já vi, e se a conheci, não foi por acaso! As vezes sinto saudade dela, não sei o que faço, mas um dia eu sei, que lhe darei um master big abraço o/
Ela é fã do Sonata Arctica, e eu também, com Djubilee eu não preciso de muita coisa, ela me faz tão bem...

E eu não vou desgrudar dela, porque ela não vai desgrudar de mim, e eu desejo de coração, Djubilee, que nossa amizade não tenha mais fim!


porque...




EU AMO VOCÊ! =}

domingo, 18 de janeiro de 2009

Aquela menina de lá...






Eu posso ver nos seus olhos, toda sua doçura escondida. Muitas vezes, posso sentir o seu medo e o quanto isso te preocupa, te machuca. Mas eu posso ver em seus olhos e em cada palavra que sai de ti, por uma simples fotografia, toda sua força. Força que eu jamais pude perceber em qualquer outra mulher.
Você é tão independente, quase sempre pronta para qualquer lado que o vento possa soprar, te levar. Posso ver o quanto você é linda, e pareço roubar a inveja de outra qualquer, à sua imagem. Obcecado por você, e muito mais pelo seu jeito, não posso fazer de você aquela que povoa minha mente. Mas eu o faço,não porque eu quero, mas porque você já estava lá. Então, eu te dou essa permissão, eu te vejo em cada dia e quase todas as noites. Mas talvez eu não possa tê-la, mas nesse momento eu não posso te deixar.
Meus olhos não podem me enganar, e quando os fecho, eu vejo você sorrindo para mim, em qualquer lugar, não importa! É você. Eu vejo seu lindo sorriso, mas eu não posso me aproximar do seu rosto, eu não posso tocar a sua mão. Minha mente trabalha mais uma vez, na procura de um simples sinal, ou qualquer cheiro que possa ter a SUA bela cor. Eu mal posso contar o tempo que parece passar contra mim. O que mais quero é a certeza de que um dia, não importa quando, você estará em minha frente, e então poderei te levar aos meus braços, e com um simples abraço te dizer todas as palavras que um dia você gostaria de ouvir.





É, talvez...!