quinta-feira, 23 de abril de 2009

Quem brinca com o gelo... Se queima também.





Olhe aquele rapaz, sentado à beira da janela, vendo as nuvens passarem... Vendo noite se transformar em dia. Esperando que o amanhã chegue mais cedo dessa vez. Poderia levantar-se daquele lugar, mas não! Mexer-se para quê? Porquê? Seria melhor deixar as coisas como estão, e foi isso o que ele fez, apenas deixou a janela aberta, e viu a noite passar. Contou uma, duas, várias estrelas aquela noite, mesmo sem o brilho da lua. Que pena, ela tinha que estar ausente naquela noite... Mas não importava (muito), aquele rapaz nunca está só, o vento gelado logo soprou em seu rosto. Ele sorriu. Sim, parecia o toque das mãos daquela bela moça. Instantaneamente ele elevou suas mãos ao lugar onde o vento lhe alisara. Entre a âncora de pensamentos, duas coisas havia notado: A primeira delas é que fazia tanto tempo desde a última vez... Porquê justo naquela noite sem luar, ela havia “voltado”? A segunda e talvez mais importante... “Eu não sou o que costumava ser” – Disse para si mesmo, olhando bem no fundo de sua alma. Desejou sentir-se tão leve quanto uma pipa e sair! Sair, voar pelo crepúsculo de sua vida, e encontrar-se a si mesmo. Não queria ser nada além de um belo cisne negro de asas largas. Pelo menos naquela noite. Mas os Cisnes são livres, voam aqui e ali, sempre buscando algo, migrando, desbravando, gritando como se fossem os donos do céu, ecoando liberdade! Não dá. Se tivesse asas, com certeza aquele rapaz tímido na janela iria voar bem longe, buscar a bela moça de olhos escuros, aí sim se perderia! Poderiam até arrancar suas asas se quisessem! Nada mais importaria.
- Maldito seja! A mesma mão que lhe toca, é a mesma que lhe desperta! Soou como um tapa. Praguejou seu amigo. Por favor, traga de volta às lembranças daquele rapaz! “Porque fizeste isso comigo? Como pôde ser tão traiçoeiro?” Esperou por resposta de uma pergunta que a ninguém foi dirigida. A única coisa que ouviu foi uma brisa mais forte correr entre as folhas, dessa vez mais gelada e mais veloz. Pareceu tomar forma... De música! Aquilo acalmou o rapaz de um jeito estranho e diferente... Lembrou-se da vez em que lhe perguntaram o motivo de adorar tanto o frio, o gelo e a neve... A resposta veio naquela noite: Algo aparentemente gelado te faz queimar mais rápido do que pensa. É o “tapa” que precisava para acordar, quem sabe...

domingo, 19 de abril de 2009

O preço.




Caminho na multidão, sempre acompanhado, porém sozinho. Não sou visto, não peço para ser. É tão fácil se manter em casa, escondido de todos, cicatrizando-se... Eu ensinei a mim mesmo como se manter calmo, quando tudo parecer vir de encontro a mim, quando não restar mais nada, sim! Eu estarei lá. Eu estou lá. Mas há uma necessidade que posso reconhecer muito bem, a solidão que me abraça, é a mesma que vai me empurrando para longe. Tenho medo de ser pego novamente, o amor pode me dar uma mão e ao mesmo tempo soltar-me a outra, porque deveria eu chamar por ele? Possuo dois inimigos que no final de tudo podem ter a mesma face. Temo estar me perdendo, meu céu não é tão azul, minha grama não é tão verde. Tudo é branco e preto, é neve e noite, é frio e escuro. Dói como o inferno. Fecho os olhos à noite, mas sinto que há algo me tirando forças, cair por terra agora seria a minha rendição final. Por Deus! uma parte de mim ainda está gritando por você, mas não são essas palavras que eu devo dizer, não são elas que eu deveria colocar em sua boca. As estações mudaram, você foi o verão para o meu coração e agora ele se mantém congelado e não se partirá em dois. É vazio, oco, frágil, ainda que não pareça. Eu não pude perceber o que me atingiu naquela noite, não olhei fundo naqueles olhos, não ouvi aquela voz... Hoje. É o preço que se paga, é o troco que se recebe. Rezei para a luz iluminá-la ao invés de mim, aquelas afáveis sombras me tomaram, mas me fizeram renascer, crescer. Eu, a criatura escravizada pelos próprios sonhos, você, a inimiga sem face dos meus olhos, por tudo que vejo em ti, e por tudo que não vejo. Tua doçura me cega, teu silêncio engana, tua aparência trai. Teu sorriso me encanta. A distância entre nossos corpos, me deixa insano. Por mais forte que sejamos, todos nós temos uma marca sensível.

Anteeksi.

domingo, 12 de abril de 2009

Dedicado...



Mas quanta falta faz esse teu carinho... Quanta ansiedade pode ser sufocada quando tua ausência grita no silêncio de canto por onde passo. Tão distante, tão só... O ar é mais gelado e as noites são mais longas sem ti. Abaixo das estrelas, mergulhado em uma poesia noturna, descansando debaixo da nossa àrvore. Você sempre gostou desse lugar. Aqui tu me deste teu coração e roubaste o meu.
A saudade em meu peito, ela pesa tanto que já não a suporto mais, pois metade de mim anda por aí, onde perto e longe tornam-se sinônimos quando não tenho você em meus braços. Minha doce criança, só aceitei me perder uma vez na vida, e foi nos seus olhos! Me achei em teu sintiloso sorriso... Por fim, caí na tentação da tua boca. E dela, até que eu possa ouvir sua voz, eu vou me perder em minha mente. Onde você estará sempre vestida na mais branca prata sorrindo para mim. Não há uma única noite que eu não espere por você, sigo as estrelas e os raios da lua dançando com a maré, uma visão divina de um mundo incompleto. Meu mundo. Sei que pode sentir quando tua falta me queima... E eu que nunca pensei que houvesse algo mais caloroso que seus abraços. Uma doce ironia, um amargo momento. Você deu vividade para um novo eu, criou um nós! Desvendou qualquer emoção oculta em mim. Talvez hoje, precise mais que uma luz brilhante no céu, talvez hoje precise segurar em suas mãos e aquecendo-as, dizer que te amo. Enquanto eu espero a hora, meus sonhos se tornarão realidade, um pouco fora de alcance... Mas nunca fora da mente.





Jéssica Soares, Inspiraatio.

segunda-feira, 6 de abril de 2009

Senhora dor, me faça forte...



Nenhuma palavra no mundo vai conseguir traduzir a minha tristeza, o meu luto, por você que foi mais que um simples cão, para mim... Você me viu crescer, me viu mudar de gostos, gostou e odiou comigo, me defendeu, me atacou, enfim. Não estive aqui pra te dar meu último adeus, nem estive do seu lado nas últimas horas. Mas, entre mordidas, lambidas e carinhos na orelha, obrigado pelos melhores 11 anos ao seu lado.

Você é eterno, te amarei pra sempre meu fiel e bom amigo... Tippy. ='\