domingo, 31 de agosto de 2008

Pequena pausa... Grito do coração


Ontem, quer dizer, hoje por volta de 1:00 da madrugada fizemos nosso segundo show, e dessa vez a Bloodseeker agitou o clube do rock em Conceição do Almeida- Ba. Eu diria que a noite foi inesquecível.

Levamos um micro-ônibus e uma van com amigos, parentes e os membros da outra banda, a exclusos. Entre todas as pessoas, estava Ela... Sim! Ela tinha comparecido e quando a avistei, senti como se uma manada de animais de grande porte estivesses prestes a passar por cima de mim. Ela estava linda como de costume... Como um sol em um dia de céu de puro azul e branco, pra mim a única luz que brilhava mais forte, e quando ela me notou, todas as minhas armas caíram. Não sei se foi o certo, mas decidi (na verdade queria e não queria) não cumprimentá-la, um pouco arrogante da minha parte, mas nos últimos 7 meses, o amor vem me deixando frio... É algo que te transforma para melhor e depois para pior... É sempre assim.

Então ficamos assim... Nessa troca de olhares, tristes olhares. A cada segundo que passava eu me arrependia mais e mais da minha atitude, e odiava quando algum qualquer tentava se aproximar dela... E o que eu deveria fazer ?! Ela não é minha, oras! Na verdade nunca foi, não minha, mas de alguém que de fato, nunca a mereceu, e agora Ela é uma mulher livre... "Independência" é o seu nome, Carolina é apenas apelido. Você esteve ausente, aproveitou as férias da faculdade, esqueceu seus "problemas" (lê-se Claus Burgos), enfim. Mas você esteve comigo, sim, você esteve! porque não se passou um dia se quer, que eu me deitasse e não me lembrasse de ti, do que eu te disse, do que eu sinto... Dos teus lindos cabelos claros. Bem, se por um mero acaso você estiver lendo esse pequeno desabafo, eu te peço desculpas por minha atitude ontem, e por mais qualquer coisa que você julgue que eu tenha feito de errado, e sim, precisa de desculpas, e quero que você leia ainda mais isto : Eu ainda gosto de você... Eu ainda estou apaixonado,"mocinha"! Me chame de fraco, me xingue em seus pensamentos, enfim, o que você quiser! Sinto sua falta e isso me corrompe, me quebra ao meio.



Me desculpe...









Pro pessoal do blog... Eu continuo o conto semana que vem. Abraços!

domingo, 24 de agosto de 2008

Conto,"Páginas Erradas" III Parte

Manhã de segunda-feira, os primeiros raios de sol já começavam a aquecer e preparar a cidade de Coleharbor para o corre-corre diário. Tommy acordou cedo, muito cedo. Na verdade não conseguira dormir direito e parece que o seu dia seria literalmente arrastado. Olhou no relógio que ainda marcavam cinco e vinte e três da manhã e decidiu levantar-se, porque se tentasse repor seu sono, só conseguiria o fazer na real hora de levantar. Depois de realizar todos os métodos higiênicos do dia, desceu as escadas até a cozinha, puxou uma cadeira e ficou a observar sua mãe preparar o café da manhã. Mrs. Revers percebeu tristeza e preocupação no olhar de Tommy. Coisa de mãe.
- Bom dia, filho!
- Oi, mãe.
Sr. Anthony, pai de Tommy, desceu às pressas para o café da manhã. Era um homem muito ocupado e quase nunca tinha um tempo maior com a família, e Tommy era o que mais sentia falta de uma companhia, um amigo. Sr. Anthony, no entanto, adorava sua família e no fundo, também sentia falta da companhia e do calor de sua esposa e do filho. Com uma xícara de café com creme na mão direita e endireitando seu paletó com a mão esquerda, cumprimentou Tommy apressadamente.
- Ei, campeão! Como vai a força?!
- Oi, pai! Bom dia.
Mrs. Revers acabou de preparar as panquecas e enquanto servia o marido, pediu para Tommy ligar a televisão. Era a hora do noticiário da manhã.
-... E vamos para as últimas notícias! Os corpos de dois jovens, ambos de dezessete anos, foram encontrados dentro de latões de lixo em um dos becos do centro de Coleharbor. As vítimas, Mike Garrisson e Joey Lione, foram atingidas por três tiros na noite passada. Acredita-se que o motivo foi a disputa por áreas de tráfico de drogas.


Laura terminou de tomar o café da manhã e foi para o seu quarto para mais uma ajeitada no cabelo, era a terceira vez que ela fora ao espelho. Acordou feliz, pois queria e sabia que iria encontrar Martin no colégio. Despediu-se de sua mãe e de seu pai com dois beijos em cada um, e seguiu andando para o colégio que não ficava muito longe de casa. Avistou Tommy seguindo o mesmo trajeto pelo outro lado da rua e decidiu o acompanhar.
- Tommy, espera!
Laura esperou o sinal fechar e a luz verde para os pedestres aparecer.
- Bom dia, Tom! Como está ?
- Bom dia, bem.
Era impressão sua, ou Tommy parecia aborrecido naquela manhã ? Laura notou uma ar diferente em Tommy, mas pensou que isso seria lago familiar e logo resolveu falar do que interessava para ela, Martin Klingemberg.
- Ai, Tom! Será que Martin está interessado em mim... E se não for ? Mas acho que eu to gostando dele e...
- Droga, Laura! Pára de falar desse cara, eu não agüento mais!- Tommy gritou sem querer com Laura e isso doeu muito mais nele mesmo. Apressando seus passos, Tommy deixou Laura para trás e atravessou o portão do colégio 7 segundos antes de Laura, que andou a passos lentos tentando compreender o que se passava com Tommy. De fato ele estava muito irritado, e isso não poderia surgir do nada. Pensou como Tom ficava diferente toda vez que estavam juntos ou quando ela falava de Martin, até o jeito como ele se comportava mudava. Laura ligou as peças do quebra-cabeça e percebeu que talvez Tommy estivesse com ciúmes de Martin e até aí achou normal. Mas temia que Tom estivesse apaixonado por ela também, porém descartou essa possibilidade.
- Ah... Não pode ser, deixa de pensar besteira mocinha. - Laura se advertiu. Logo, estava “cega”.






Oi, gente! Primeiramente eu queria dizer que não deu pra postar na semana passada porque tive que tocar com minha banda no nosso primeiro show =D! Foi o melhor som que já toquei. E domingo que vem a gente vai tocar em outra cidade vizinha e não sei se vou postar a continuação, se der posto sábado ou sexta. Um abração pra galera que tá curtindo um conto, valeu!

domingo, 10 de agosto de 2008

Conto,"Páginas Erradas" II Parte

Martin Klingemberg era o nome dele. Um rapaz tão frio quanto o seu país de origem. Imigrante finlandês veio com sua família para Dakota quando tinha apenas cinco anos de idade, e só aos onze, decidiu tentar adaptar-se ao seu novo mundo. Tinha cabelos longos e loiros, e olhos que todas as garotas admiravam muito. Contudo, Martin não gostava de relacionamentos sérios. Queria aproveitar a flor da adolescência com duas, três garotas por semana. Martin conseguiu “visgar” Laura, quando se esbarraram no pátio do colégio, na semana passada.
- Oh! Mil perdões, eu... – Indagou Laura.
- Tudo bem, sem problemas. – Martin juntou os livros de Laura, demonstrando uma não tão comum gentileza de sua parte.
Laura sorriu e seu rosto logo corou.
- Obrigada, eu sou meio desastrada... Enfim, desculpa...
Martin entregou-lhe os livros e saiu sem ao menos se apresentar, mas gravou o nome que estava no verso de uma das capas dos livros.

Tommy já tinha o seu “plano de declaração” em mente, e naquela tarde pensava tanto em Laura, que só assustou-se com o sétimo toque do telefone. Desceu as escadas até a sala, e atendeu ao telefone. Era ela! A sua voz era suave e inconfundível.
- Alô! Tommy?!
- Sim, Laura...
- Preciso conversar com você... Acho que não confio muito nas outras meninas, não para isso. Vou estar aí em 10 minutos.
- Ok! Estarei te esperando. – Mal escutou o que Laura havia dito. Só queria ver aquela linda criatura novamente, até quantas vezes pudesse!

A campanhia da casa de Tommy tocou e sua mãe chegou antes dele para atender a porta. Tommy estava descendo as escadas que levavam ao seu quarto e reconheceu a bela criatura que estava na porta... Laura se tornara uma mulher e tanto em três semanas, como isso seria possível?! Sintomas de paixão, talvez. A Mrs. Revers abriu a porta.
- Laura, querida! Como vai?
- Olá Mrs. Revers! Vou indo bem, e a Senhora?
- Tudo em ordem por aqui! Vou chamar o Tom, fique à vonta...
- Oi Laura! – Tommy interrompeu a mãe. – Mãe...
- Tudo bem, eu sei, eu sei... Vou trazer algo bem gostoso pra vocês.

Esperaram a Mrs. Revers se retirar, para iniciarem a conversa. Tommy ficou um pouco estático com a presença de Laura, e suas mãos suavam frias, ao contrário de Laura que parecia inquieta e um tanto quanto eufórica. Puxou o braço de Tommy e o levou para o canto da sala, onde o diálogo seria mais abafado pela arquitetura das paredes.
- Ai, Tommy! Ele é lindo!
- Jura? – Tommy pensou que Laura estava se referindo a algum bicho de estimação que vira.
- Sim! Martin Klingemberg é o cara mais descolado... Mais... Mais tudo de todos!
- Como é?! – Nesse momento Tommy sentiu como se estivesse dentro de um elevador indo do décimo andar ao térreo.
- Ele realmente balançou minha mente nessas últimas semanas, desculpa não ter te falado antes... É coisa de menina, sabe?
- Sei...
A mãe de Tommy interrompeu a conversa trazendo suco de laranja e duas generosas fatias de torta, porém Tommy não estava com tanta fome e se perguntava se Laura tinha a mínima noção do que ele sentia por ela.

Noite de domingo, hora de todas as famílias se prepararem para descansar e encarar o dia seguinte. A maioria dos jovens já estava na cama, exceto aqueles que possuíam certo descaso com a vida. Para esse grupo de jovens, a noite só estava começando e em um desses grupos estava Martin Klingemberg. Mike e Joey o acompanhavam naquela noite, após muitas doses de tequila e vodka. Eles nunca haviam usado drogas pesadas e ao menos Martin sabia o que elas causavam, por isso nunca tivera a mínima vontade de experimentá-las. Mike e Joey eram usuários de crack e muitas vezes chacoteavam Martin, que com seu jeito frio deixava tudo passar em vão.
- Ei, Martin! Dá uma experimentada aí, cara?! - Perguntou Joey.
- Não, obrigado. Se quiser morrer, que morra só.
- Ah, esqueçam isso um pouco, Senhores! Temos uma diversão melhor essa noite. – Disse Mike, tirando do casaco uma pistola nove milímetros.
- É disso que eu to falando! – Disse Joey.
- Cara, vocês dois são loucos! – Martin deu meia volta.
- Pra onde você vai, cara?! – Perguntou Joey
- Pra casa.
No caminho de volta pra casa, Martin pensava sobre muitas coisas. Já estava cansado de vadiar, de se sentir inútil. Pensou também na menina dos livros, de como ela tinha o olhado. Ela parecia ser uma garota especial.

(...)



Galera, acho que esse conto vai ser o mais longo... To tendo várias idéias pra ele e sinceramente, não sei quando vou terminá-lo xD. Enfim, só sei que isso virou meu passa-tempo. Não deixem de colaborar também! Abrações!

domingo, 3 de agosto de 2008

Conto,"Páginas Erradas"

Ele era o tipo de garoto que nem todos ouviam falar. Com sonhos e ambições de qualquer jovem de dezessete anos, ele colocava tudo de sim em cada coisa que fazia. Era um tanto quanto reservado entre suas músicas, seu quarto de paredes azuis e livros. Preferia livros de romance, suspense e ação. Era um fator que o diferenciava de muitos garotos de sua idade, que em sua grande maioria, odiavam livros.

Era uma monótona tarde de sábado, e Tommy estava em seu quarto lendo a última linha de " Para sempre", livro que escolheu aleatoriamente na livraria do shopping. Mesmo local onde há 3 semanas, conheceu Laura, que inicialmente era como uma irmã mais nova. Durante os últimos quatro dias, Tommy e Laura encontraram um pouco de si, um no outro. Foi o bastante para que Laura se tornasse a mais recente paixão de Tommy River. Ele acabou de ler o livro e colocou o mesmo sobre a escrivaninha branca do seu quarto. Lembrou-se dela, dos seus olhos e de seu corpo quente, como mil candelabros acesos. Adorava seus abraços...

- Laura... Seria certo ?

Pegou sua guitarra Gibsson Les Paul, modelo 89, e logo ouvia-se as primeiras notas de Scar Tissue, dos Red Hot Chili Peppers. Ele sabia que não poderia esconder o que sentia por Laura, estava cansado de ver suas paixões serem levadas pelo seu silêncio, pelo tempo, e muitas vezes por outros caras. Pensou em fazer algo.


Ela era uma garota adorável, querida por sua mãe e a preferida do seu pai, cresceu sem muitos mimos, apesar de pertencer a uma família de condições economicamente favorecidas. Priorizava árduamente seus estudos e seu passa-tempo preferido era ir à livraria do seu tio, lá no shopping onde conheceu seu, até então melhor amigo. Tommy River era o tipo de cara que Laura nunca imaginou encontrar por aquelas bandas, ele era realmente único e especial. Laura recebia um telefonema do seu tio, toda vez que chegava uma nova remessa de livros, e uma vez por semana, ajudava nos serviços da livraria. Gostava de ajudar e fazia de tudo por lá, desde servir cafezinhos à ajudar os clientes na hora das compras. Quase sempre acabava dando uma verdadeira aula a todos eles. Era muito querida por todos os empregados e clientes da livraria. Laura, como toda garota, se sentia verdadeiramente atraída pelo tão "descolado" Martin.

(...)





Bem, galera, tava escrevendo esse conto aí só que me empolguei demais e comecei a escrever sem parar. Então, quero a ajuda de vocês pro fim do conto que termina (ou não) semana que vem. Aceito sugestões, pois quero uma maior interação com vocês! =)
abraços pros caras e beijos para as mocinhas [me liguem] hauehueheueu! ;)
obrigado, pessoal!